quarta-feira, 16 de novembro de 2011

A CARTINHA



Sábado passado, o Lucca me acordou cedo e estava muito aflito.
Ele queria que eu o ajudasse a escrever uma cartinha para o Papai Noel.
Eu estranhei aquela pressa toda, mas ele disse que tinha que ser rápido mesmo.
Que o presente que ele queria era muito bom e todos os meninos iriam pedir.
Se ele demorasse para mandar a carta, o brinquedo ia acabar e ele não iria ganhar.
Sem argumentos, tive que levantar.
Lá fomos nós escrever a cartinha.
Ele ditava e eu escrevia.


O pedido dele foi uma tal de pista das piranhas.
A bendita pista tinha várias cores...um arco íris completo.
Eu não acreditei naquele nome, pedi que ele repetisse, mas era aquilo mesmo.
Como eu estava ali só para escrever e não para questionar, coloquei no papel.
Depois de pedir o dele, é claro, lembrou dos primos e pediu um presente para cada um.
Alguns presentes estranhos como o cachorro do Pateta
(eu nem me lembrava mais do Pluto) e um Cascão.
Eu passei o dia encucada com aquela pressa repentina, tinha que ter um motivo.
Quando a mãe chegou da faculdade eu contei o acontecido.
 Aí sim, tudo se esclareceu.















Na sexta feira ele ouviu uma história lida pela mãe, onde a Mônica pedia um presente
de aniversário ao seu  pai .
O pai demorou  para comprar e quando decidiu, o  brinquedo tinha acabado.
Ele rodou a cidade inteira, mas voltou para casa sem o presente.
A Mônica é lógico fez um escândalo.
 Foi o suficiente para acender a luzinha de alerta nele.
Dá até para imaginar a noite de cão do garoto,
pensando na pista de nome estranho e
na possibilidade de Papai Noel não encontrá-la mais.
Algumas pessoas não gostam de perpetuar a ilusão do Papai Noel e eu respeito.
Mas acho um barato a carinha de felicidade de uma  criança ao ganhar um presente.
Faz parte da mística infantil e sempre lembramos com saudades dessa época das nossas vidas.




Olhem a cartinha na íntegra.
Ele mesmo fez questão de assinar.
A letra da vovó é uma tragédia, desculpem.


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terça-feira, 8 de novembro de 2011

E.T. SOB O OLHAR INFANTIL



Quem já teve a oportunidade de assistir o filme E.T. ao lado de uma criança?
É como se você visse aquelas cenas pela primeira vez.
Cada criança reage de um jeito e tem uma visão diferente sobre o conteúdo.
Meu filho Guilherme assistiu umas 10 vezes e sempre chorava desde o início do filme
antecipando o sofrimento do E.T.

 
Lucca assistiu pela primeira vez agora aos 3 anos e eu estava do seu lado.
Ele chorou muito, ficou com os olhos inchados e o nariz entupido.
Eu tentei consolá-lo, apesar de chorar também.
Ele não se conformava com o destino do E.T.
Primeiro não entendeu como a mãe dele voltou para o espaço
e deixou o coitado ali sozinho.
Depois revoltou com os médicos que trataram do alienígena,
eles eram da turma do mal, judiaram tanto do E.T.
que ele até soltou fumacinha.
Finalmente sobrou para a polícia.
Como é que podia, a policia perseguindo e apontando armas para as crianças e o bichinho.
O Lucca adora duas classes de profissionais: lixeiro e policial.
Chama a todos eles de meus amiguinhos.
Daí o seu espanto com aquela atitude.
















No final não concordou com o E.T. indo embora.
Disse que ele deveria ficar na terra, porque o espaço estava cheio de monstros horríveis.
E as crianças é que eram amigas dele.
Que o garoto iria cuidar dele muito melhor do que a mãe, que não era cuidadosa, já o tinha
deixado para trás uma vez e iria deixar de novo.
A noite foi longa para ele e o sono demorou a chegar.
No dia seguinte assistiu o filme mais 2 vezes.
O choro diminuiu, mas sua opinião sobre os personagens continuou a mesma.








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Eurydice


Hallo Freunde aus Deutschland,
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Здравствуйте, друзья России,
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भारत के दोस्तों नमस्कार.
मुझे बहुत खुशी है कि आप अपने ब्लॉग पर जाएँ हूँ.
मैं तुम्हें एक कहावत है कि वे क्या मिला संदेश भेजने के लिए करना चाहते हैं.
यह मेरे लिए बहुत महत्वपूर्ण है.
शुक्रिया,

domingo, 6 de novembro de 2011

CADA UM É CADA UM...



Ao  lidar com criança, nunca devemos inventar uma situação,
para chegar a um objetivo.
As vezes, você se mete numa encrenca tremenda ou até vergonhosa.
Vejam só esse caso.
Estava fazendo uma salada, quando o Lucca entrou na cozinha e disse:
Eca...comida cheia verdinho...
Eu não gosto.
Lucca, disse eu, é essa comida verdinha  que faz a pessoa crescer.
Você não quer ficar grande como o seu pai e seu tio?
Ele parou e ficou pensando um tempo.
.Ai eu senti que vinha chumbo grosso.


Vovó, disse ele, eu vou te contar uma coisa...
Comida verde não tem nada com isso.
Meu pai é grande, porque ele é pai, você é grande. porque toda avó é grande, mãe é grande
e tio também.
Agora, eu sou criança. Já viu alguma criança grande?
Pedrinho é bebê..já viu algum bebê do tamanho de criança?
Então é assim.
É a vida vovó, entendeu?


Depois dessa, eu nem insisti para ele comer o brócolis
Passei um bom tempo pensando na vida.







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