sábado, 25 de janeiro de 2014

CRIANDO NETOS: OS HOSPEDEIROS

CRIANDO NETOS: OS HOSPEDEIROS: Os meus netos resolveram aprontar neste final de ano, ou melhor, aprontaram com os meus pequenos. O Lucca  apareceu com Pediculus Capitis...

OS HOSPEDEIROS


Os meus netos resolveram aprontar neste final de ano, ou melhor, aprontaram com os meus pequenos.
O Lucca  apareceu com Pediculus Capitis e o Arthur pegou um belo  Tunga Penetrans.


Para a maioria das pessoas isso não quer dizer muita coisa pois ninguém se liga muito no nome científico, mas se  usarmos a linguagem popular a coisa muda de figura.
Querem ver?
O Lucca apareceu com piolhos e o Arthur pegou bicho de pé.
Agora tenho certeza que tem muita gente coçando a cabeça - isso é automático, não tem jeito.
E quem já pegou e sentiu aquela coceirinha de um bicho de pé deve estar sentindo tudo outra vez..
Quanto ao pé do Arthur, precisou de muito cuidado ao tirar o morador intruso pois dói um bocado e não pode ficar nenhuma perninha senão inflama.


Sinceramente, não sei como o garoto pegou esse bichinho. Os pais são muito cuidadosos. Possivelmente no parque de exposição de Montes Claros ou no meu sítio.


Quanto ao Lucca, foi preciso cortar o cabelo do garoto, usar loção e shampoo apropriados e ter muita paciência  para limpar a área infestada de parasitas.


Como o garoto é ruivo, os invasores eram todos vermelhinhos e foi uma dificuldade a mais para serem exterminados.
Por não conseguirmos descobrir de onde eles vieram e para onde eles foram, tivemos que avisar a todos que passaram pela nossa casa neste final de ano para conferirem  as cabeças no menor inicio de coceira.


Junto com o kit de extermínio veio um apetrecho que eu não via há muito tempo: um pente fino.
Aquilo me levou a recordar minha infância no Brejo (norte de Minas), na época do grupo escolar, quando tinha epidemia de piolho. Era um Deus nos acuda! Todo mundo com as cabeças cheias de piolhos e lêndeas e os adultos tratavam os parasitas com um veneno chamado Neocid. Sinceramente, não sei como sobrevivemos sem sequelas depois daqueles tratamentos agressivos;


Além encherem nossos cabelos daquele pó branco, ainda amarravam um pano  nas nossas cabeças para abafarem os bichinhos e depois o pente fino entrava em ação para terminar o serviço.
Acho que todos que cresceram nos anos 60/70 passaram por isso.
Mas o importante é que sobrevivemos apesar daquele veneno todo e o que é melhor, em perfeito estado de saúde física e mental , pelo menos eu acho, rsrsrsrsrsr.
E eu que pensei que hoje em dia esses parasitas invasores não faziam mais parte do universo infantil.
Eles continuam por aí, mas agora são combatidos de uma maneira mais segura e saudável.
Deus nos livre dos piolhos, mas quem já pegou um bicho de pé sabe como é gostosa aquela coceirinha.





  

domingo, 5 de janeiro de 2014

CRIANDO NETOS: COMER, REZAR E COMPRAR.

CRIANDO NETOS: COMER, REZAR E COMPRAR.: Depois de dois anos de "cada um por si e Deus por todos", conseguimos reunir uma boa parte da família para comemorar o Natal. Po...

COMER, REZAR E COMPRAR.

Depois de dois anos de "cada um por si e Deus por todos", conseguimos reunir uma boa parte da família para comemorar o Natal.
Por muito tempo, a família se dividiu entre Norte de Minas e Espírito Santo. Agora a turma se espalhou mais, Distrito Federal e Juiz de Fora foram incluídos no pacote. O que não mudou foi o ponto de encontro, continua a ser Belo Horizonte.






Esse ano foi especial porque recebemos uma nova integrante da família: a Valentina, filha do Rômulo e da Ana,  que nasceu em outubro.
A gatinha é muito linda!



 E tem também o Victor que nascerá em abril, mas já estava presente chutando muito a barriga da  mamãe Lucilla como se dissesse: Eu também estou aqui!


Foram dias muito animados, cercados de crianças por todos os lados.
Parece pouco, mas quatro crianças juntas numa casa dão a impressão de uma creche lotada.
Principalmente quando se trata desse "trio parada dura" Lucca, Pedro e Arthur...Aafff!


Reunir os parentes e amigos para compartilhar de uma mesa farta é muito bom.
Nesse ano dividimos os trabalhos e cada um fez um pouco e a criatividade ficou bem evidente nos pratos criados.




Encher uma árvore de presentes e apreciar aquele brilho nos  olhinhos infantis ao destruírem os papéis coloridos e verem brotar de dentro os presentes desejados ou ás vezes  nem imaginados é um espetáculo.





Acho que tem muita gente que não gosta dessa data, dizem que se tornou apenas uma data a mais na agenda anual do consumismo. Apregoam que compra-se muito, come-se além da conta e muitas vezes o garotinho lá da manjedoura nem é lembrado.
Eu penso que comer, comprar e rezar podem muito bem fazerem parte de um mesmo pacote.
Os dois primeiros observando os limites e posses de cada um.
Quanto a rezar, é preciso muito respeito e cuidado. Depende do que se acredita e almeja.
Acho que o importante é crê em algo, em alguém superior ou divino.