domingo, 9 de dezembro de 2012
CRIANDO NETOS: APRENDENDO A ACEITAR
CRIANDO NETOS: APRENDENDO A ACEITAR: Dia 07/12/2012 o Lucca teve sua primeira competição de natação. Último dia de aula, o professor resolveu fazer uma disputa entre a turmin...
APRENDENDO A ACEITAR
Dia 07/12/2012 o Lucca teve sua primeira competição de natação.
Último dia de aula, o professor resolveu fazer uma disputa entre a turminha.
Ele ficou encantado quando viu o pódio e falou que iria ficar no lugar mais alto.
Foram 6 disputas entre os quatro estilos e ele chegou na frente em 4 vezes.
O garoto parece um peixinho elétrico, sai batendo pernas e braços numa
velocidade que dá gosto.
Acabou todo empolgado esperando ficar em primeiro lugar, mas eis
que o professor colocou lá em cima uma pequenina que chegou
sempre em último.
Lógico que era um incentivo para que ela não perdesse o estímulo e
continuasse com as aulas e melhorasse sempre.
Mas como fazer uma criança entender que nem sempre o melhor é
reconhecido como o primeiro?
Ele recebeu sua medalha de prata, comemorou, mas eu sei que ficou uma pontinha
de frustração no final da cerimônia de entrega das medalhas.
Aí ele veio me perguntar se o professor fez o certo.
Ele tinha nadado muito, tinha ficado cansado para chegar na frente e não valeu
de nada seu esforço.
Não achei que era hora de vir com a máxima "o importante é competir" porque
eu mesma achei a atitude injusta.
Fiz ele entender que toda medalha era importante e que ele usasse a sua com muito
orgulho.
O pai prometeu que iria colocar aquela medalha num quadro e colocar no lugar mais
visível do quarto dele para todo mundo ver.
A noite, fomos comemorar o aniversário de seu pai e ele foi de medalha no
peito todo feliz e orgulhoso.
Mas eu continuo achando que meu neto foi um grande injustiçado.
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