Um segundo de descuido, e lá está você numa situação constrangedora.
Eu sempre coloco uma quantidade maior de lanche na mochila do Lucca, pois quando ele sai da escolinha, pede para comer algo.
Neste dia, o lanche era pão de queijo.
Como bom mineirinho, ele adora.
Na saída, já dentro do carro, bateu a esperada fome.
Dentro do potinho, para alegria dele, 4 pães de queijo.
Ele veio comendo.
Moramos perto da escola e ele sempre desce do carro correndo.
Ao descer com seu material, notei que tinha sobrado um pãozinho.
Num impulso, comi o bendito pão de queijo.
Foi aí que aconteceu...
-Vovó, disse ele, pega a vasilhinha, agora vou comer meu último pãozinho.
Muito sem graça, eu respondi que tinha comido, pois achava que ele não queria mais.
O garoto colocou as mãozinhas na cintura, me encarou e continuou:
-Vovó, isso que você fez foi muito errado. Você comeu o meu pão sem me pedir.
O pão era meu. Eu não te dei. É feio pegar coisa dos outros.
Imaginem minha cara de tacho, tendo que pedir desculpas por esse ato vergonhoso.
Eu sempre ensinei a ele que não se mexe no que não é nosso.
Deve-se sempre respeitar o que é dos outros.
Pois é, foi um vexame terrível...
Um garoto de 3 anos só faltou me colocar de castigo na cadeira do pensamento.
Não resta a menor dúvida que a vida é um eterno aprendizado.
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