quinta-feira, 22 de março de 2012

QUE SUFOCO!


Tem momentos que as coisas saem do nosso controle totalmente e ai
temos que agir no impulso sem pensar nas consequências.
Quinta feira passada aconteceu uma dessas ocasiões imprevisíveis.
Peguei o Lucca na escolinha no horário de sempre.
Chegamos em casa e enquanto ele brincava com uma bola  eu fui
tomar um banho rápido pois estava atrasada para meu compromisso
semanal com minhas 2 amigas.
Avisei para ele que ia deixar a porta do banheiro aberta e se o
pai dele chegasse viesse me avisar.


No meio do meu banho, o Lucca entra no banheiro e me informa
que alguém queria entregar uma encomenda e já que eu estava debaixo do
chuveiro, ele mesmo ia receber.
Quando eu vi o controle do portão na mão dele, entrei em pânico.
Um garoto de 4 anos, abrindo o portão para um desconhecido e eu
debaixo do chuveiro com o cabelo cheio de shampoo.
Aos gritos, ordenei  que ele não saísse de casa e o entregador que esperasse eu terminar.
Ele argumentou que poderia muito bem receber o pacote, pois já tinha visto como se
recebe e ele já sabia escrever seu nome direitinho.
Era para eu ficar tranquila, que ele resolveria o problema sozinho.
E ele foi mesmo...


Não pensei duas vezes.
Me enrolei numa toalha, e sai correndo para fora parecendo uma  louca varrida.
Ele não tinha aberto o portão, estava encostadinho na grade explicando para o rapaz
que eu estava muito ocupada para atendê-lo.
Imaginem o susto do entregador vendo meu estado lastimável.
Água formando uma poça no chão e o shampoo escorrendo pelo meu rosto..
Ele não aguentou e começou a rir.
Ainda rindo, pediu que eu terminasse meu banho, pois ele poderia muito bem esperar.


Minha primeira atitude foi tirar o controle da mão do Lucca e colocá-lo fora do alcance do garoto.
Depois do sufoco, conversei com ele explicando que receber encomendas não era função
de crianças e que  jamais se pode abrir o portão para estranhos.
Ele ainda tentou me convencer que o moço só queria entregar uma encomenda, e que ele só
tentou receber  para  me ajudar.
Deixei para outro momento a continuação desse assunto.


Naquela hora, ele não iria entender o perigo que sua  suposta ajuda poderia ter causado.
Ele ainda é muito pequeno para compreender toda a maldade que nos cerca atualmente.
O certo é que nunca mais as chaves ficaram ao alcance de suas mãozinhas inocentes e
supostamente prestativas.

MORAL DA HISTÓRIA - Se você não quiser ficar descontrolada, nunca deixe
um controle nas mãos de uma criança.




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