domingo, 27 de maio de 2012

ANOS DOURADOS



Final se semana passada teve uma festinha na escola do Lucca
cujo tema era:  Os anos  60/70.
Como não poderia deixar de ser ele foi  vestido todo a caráter.



Ele ia dançar com uma coleguinha a música "O Bom " de Eduardo Araújo 
e estava todo empolgado.




Nem é preciso dizer que viajei legal no passado.
Comecei a lembrar de como era minha vida de adolescente no Brejo,
cidadezinha do Norte de Minas Gerais.
Era uma turma muito legal que frequentava o único colégio da cidade.
Tudo era motivo de festa e até o  desfile de 7 de setembro era um
acontecimento que todos faziam questão de participar.
Eu e minhas amigas do coração, inseparáveis  até na hora de desfilar.


Na turma, ninguém tinha  moto ou carro, todo mundo podia andar a pé de madrugada
pelas ruas,  tranquilamente, sem acontecer nada.
Naquele tempo não tínhamos espaços reservados para encontros dançantes.
As brincadeiras de dança eram nas residências mesmo, regadas Crush, Grapete
guaraná caçulinha, cuba libre,  ponche, hi-fi, campary e caipirinha.
Para comer, sacanagem, capetinha e mandiopã.
Era comum os rapazes fazerem serenatas para suas amadas (naquela época podia-se
pular um muro sem ser fichado como ladrão ou ser baleado).


Sem falar nas músicas de alto nível, que foram as melhores e na verdade voltaram
com tudo nos dias de hoje todo mundo está ouvindo e cantando.
É certo que naquele tempo só tínhamos o disco vinil e o toca fita para ouvir, isso
quando a fita não embolava dentro do aparelho e haja paciência para soltar e enrolar
novamente  usando uma caneta Big.
Foi uma época de muita música de qualidade.
Os brasileiros: Mutantes, Raul Seixas, Secos e Molhados e Sá-Zé Rodrigues-Guarabyra.
Os festivais apresentaram cantores que até hoje são venerados como Caetano, Gil e Chico.
Os internacionais Beatles, Led Zeppelin, Janis Joplin, Bob Dylan, Eric Clapton, Santana 
Bee Gees,  Abba, Pink Floid, e por ai a fora...
O  rítmo das discotecas imperavam devido ao sucesso de John Travolta, da novela Dancing
Days e as Frenéticas.


Era a febre do estilo hippie,  jeans USTOP,  LEVIS e calças militares usadas com
enormes bocas de sino, tachinhas, bordados e muitos brilhos.
Camurças com franjas; a calça de tergal, Camisas de Cetim bastante  coladas
no corpo e golas grandes, sapatos plataforma, com meias de lurex, cintos fininhos,
tudo muito colorido.
A Turma da jovem guarda estava mandando aquela "Brasa Mora !" na televisão.
Roberto Carlos, Erasmo Carlos  e a Wanderleia mandavam tudo para o "inferno."
Quem não se lembra de Ronnie Von revirando os cabelos ao cantar "Meu Bem" ?


No cinema e TV (que era em preto e branco, colocavam uma tela azul na frente, não sei porque)
os sucessos eram  Mazaropi, Tarzan, Vigilante Rodoviário, Super Man, Batman e Robin,
Os Treis Patetas, A Feiticeira, Viagem ao Fundo do Mar, Terra de Gigantes e muitos outros.
As Séries Nacionais Chico City, A Grande Família, Vila Sésamo eram programas imperdíveis,
As Séries Internacionais As panteras, Mulher Maravilha, O Homem de 6 milhões de dólares.
A mulher Biônica, O Incrivel Hulk, Chaves e no cinema os filmes de 007.


No  Esporte,  na Copa do Mundo de 1970 no México o Brasil se torna Tri Campeão 
com um time mágico e inesquecível,  liderado por Pelé, Gérson e Tostão.
O mundo ficou atônito quando em 1978, nasce a menina Louise Brown, o primeiro bebê
de proveta do mundo.
Era um tempo muito bom e apesar da opressão do regime militar, por incrível que
possa parecer, vivíamos  num mundo mais livre de  violência e de maldades.
Impossível ter mais de 50 anos e não ter conhecido tudo isso.
Aqui cabe aquela célebre frase: EU ERA FELIZ E NÃO SABIA...


 PS:
Se alguém que viveu essa época lembrar de algo interessante, use o
comentário para enriquecer esses Anos Dourados.







2 comentários:

  1. Naquela época, me lembro que a aventura máxima era pegar carona na estrada e sair mundo afora, imitando os hyppies da California, para desespero das nossas mães. Vitor

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    1. É verdade, meu amigo, os Anos Dourados também eram Rebeldes.

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