terça-feira, 8 de maio de 2012

IGUAL AO PAPAI


Meu filho Juliano, pai do Lucca,  rompeu parcialmente os ligamentos
da mão numa partida de futebol.
Ele é o goleiro do time da Academia que  frequenta e como todo
"atleta" de final de semana, está sujeito a esses acidentes.
Depois de uma visita ao hospital, voltou com o braço engessado e assim
ficará  por no mínimo 45 dias para ver se evita cirurgia.


Quando o Lucca viu aquela coisa branca e dura no braço do pai,
ficou simplesmente encantado.
Olhando  fascinado para o gesso, começou um interrogatório:
Porque foi preciso colocar, o que o pai tinha sentido na hora,
se precisou de tomar injeção, se era pesado e se doía muito.
Passou dias observando aquela "maravilha" sem falar mais nada.


Um belo dia pela manhã, ele acordou e me chamou no quarto.
Ao entrar vi o garoto sentado na cama segurando o braço como se o
mesmo fosse cair a qualquer momento.
Reclamou que o braço todo doía, que não conseguia mexer com a mão
e nem mesmo com os dedos.
O engraçado é que na ânsia de mostrar ele mexia com todos eles


 É lógico que contive o riso e perguntei se dava para esperar seu pai
chegar para levá-lo ao hospital.
A noite ele pediu para colocar uma faixa porque estava doendo muito.
A mãe pediu que ele tomasse banho primeiro, mas ele não aceitou,
quis tomar o banho enfaixado e usando uma sacola plástica como
proteção, igual o pai fazia.


Bem, essa brincadeira durou só um dia.
Ele não conseguia segurar o controle para jogar o PlayStation, não
segurava os carrinhos direito ( ele anda sempre com dois carrinhos em
cada mão) e até na hora do xixi ele tinha dificuldade.


Chamou a mãe e falou que já estava bom e nada mais doía.
Chegou a suspirar de alívio quando viu o braço livre, falou com o
pai que gesso era uma coisa muito chata e que ainda bem que ele
já tinha sarado.
Como era de se esperar,  a experiência teve vida curta.






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