domingo, 24 de novembro de 2013

LEMBRANÇAS


Aproveitei o feriado prolongado e fui passear em Montes Claros para conhecer a Valentina e matar a saudade do meu neto Arthur.
Resolvemos fazer um programa diferente e fomos passar o sábado em Pirapora para que Guilherme e Lucilla conhecessem um pedacinho do "Velho Chico" que passa pela cidade.
35 anos depois, eu estava de volta a Pirapora...




Foi aqui que minha vida sofreu uma reviravolta e tomou uma direção totalmente inesperada, tanto no lado profissional  quanto no sentimental. Aqui conheci o homem que se tornaria o pai dos meus filhos e um colega de profissão que me convidou para  trabalhar em Belo Horizonte.


Depois de tantos anos, é claro que a cidade se modificou, cresceu e fiquei um pouco perdida.
Porém, algumas coisas continuam lá, como naquele tempo: o Rio São Francisco continua majestoso, o Hotel Canoeiros continua o melhor do local,a casa em que morei com algumas amigas bancárias continua igual, até na cor e está procurando novo morador.


Infelizmente a fábrica da Antártica, que na época era considerada a melhor de Minas, não existe mais.
A boite Xangô que na época era considerada a mais sofisticada da região, também fechou.
O bar do Egnaldo que no passado era só um espaço simples, onde uma  turma de bancários se sentava em engradados de bebidas para saborear o melhor peixe da cidade, mudou de endereço depois da enchente de 1979 e agora se tornou Restaurante Egnaldo.


O Barco a vapor Benjamim Guimarães, também chamado de "Gaiola" continua lá. Nós estávamos no porto quando ele zarpava apitando e soltando fumaça loucamente...muito legal! Acho que é o único movido a vapor de lenha do mundo. No passado estava quase encalhado, mas foi restaurado e agora veleja todos os finais de semana pelas curvas sinuosas do Velho Chico. O passeio vai de 10:00 ás 13:00 hs, com bar-restaurante e música ao vivo para os turistas.




A ponte Marechal Hermes, inaugurada em novembro de 1922 é mais um cartão postal com seus 694 metros de extensão, liga Pirapora a Buritizeiro.Com seu estilo rústico, tem toda a estrutura em aço,  com piso em madeira e trilhos na parte central. Foi fabricada na Bélgica e até o fim da década de 1960, foi utilizada pela Rede Ferroviária Federal.




Descobrimos um pé de amora no porto e é lógico que atacamos o coitado. O Arthur adorou e se fartou, não foi só ele... comer amora diretamente do pé é muito bom!


O garoto voltou para casa totalmente destruído.


Foi um dia de recordações e muitas emoções...
Combinamos voltar a Pirapora  para fazer um passeio de barco pelas águas do Velho Chico.








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